F.A.Q

Perguntas Frequentes

Em 1945, o Departamento de Estado dos EUA solicitou ajuda ao Escritório de Serviços Estratégicos (o antigo serviço de inteligência dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra MundialOSS) para a criação dos gráficos para a Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em San Francisco, onde a Carta da ONU foi redigida.

Oliver Lincoln Lundquist, um talentoso arquiteto e designer industrial, trabalhava na época para o OSS, e liderou a equipe que projetou o emblema oficial das Nações Unidas .

A equipe de Lundquist decidiu criar um distintivo de lapela para os delegados que pudesse servir como sua forma oficial de identificação. Foi inicialmente projetado por outro oficial da OSS, Donal McLaughlin, que trabalhou para Lundquist como diretor de gráficos da conferência.

Donal McLaughlin descreve o processo de criação do logotipo em seu livro “Origin of the Emblem an other recollections of the 1945 U.N Conference” , publicado em 1995, apresentando os diversos esboços elaborados pela equipe.

Dentre os esboços, a representação gráfica da Terra foi incluída, onde inicialmente utilizaram a projeção ortográfica.

Como a projeção ortográfica não contemplava todas as nações participantes, optou-se então pela projeção globular de Nicolosi.

Donal McLaughlin relata no livro que devido o uso excessivo desta projeção nos diversos logotipos criados naquela época, (cujo termo utilizado por ele foi “hackneyed“) optaram então pela projeção azimutal equidistante com centro no polo norte, cujo esboço contempla todas as nações participantes.

O resultado final foi apresentado e aprovado.

O logotipo foi revisado várias vezes. O projeto original não contemplava países além do paralelo 30° Sul, no logotipo atual estão incluídos todos os países até o paralelo 60° Sul.

No projeto original, os Estados Unidos foram colocados no centro inferior. O atual logotipo foi rotacionado em 90°, e agora os EUA estão à esquerda, fazendo com que nenhum pais ocupe a posição central.

Fontes:

https://blogs.un.org/blog/2015/10/01/the-architect-who-designed-the-un-logo/

http://www.marcasur.com/noticia.php?NoNoId=3047

https://www.cia.gov/news-information/blog/2015/images/McLaughlinMonograph.pdf

Tanto para os programas de modelagem computacional, quanto para os cálculos manuais, a necessidade de simplificação se torna necessária para efeitos didáticos, de treinamento ou conceituação.

Conceitos fundamentais são isolados e algumas variáveis (variáveis estas que aumentam a já complexa matemática utilizada nos modelos) são ignoradas para que o resultado almejado forneça uma aproximação matemática. Obviamente tais variáveis afetam em maior ou menor grau quando a aplicação ocorre no mundo real, no entanto, as simplificações são úteis para desenvolver conceitos.

Crédito da imagem

Para linearizar um modelo de voo não linear para fins de simplificação, é necessário assumir esses critérios, caso contrário, não seria mais LINEAR. Álgebra linear é usada para fazer aproximações de modelos não lineares. Se a massa mudar, os cálculos não serão mais lineares. Se o vetor de gravidade mudar através de uma terra esférica, não seria LINEAR.

Crédito da imagem

Um plano euclidiano com massa constante são demandas para linearizar a matemática. Os artigos em questão estão articulando o processo usado para linearizar um modelo para aproximações mais rápidas.

Modelo de Simulação da Dinâmica de Voo (aplicativo HTML5)

Se um voo ocorresse com aeronaves de massa constante em um plano no mundo real, o modelo linear seria o único existente, e também não haveria a necessidade de desenvolver documentos sobre o processo de linearização.

Numa época em que o poder computacional era limitado e caro, a simplificação para fins de estudos da dinâmica de manobras se fazia necessária, uma vez que estamos tratando de material da década de 80.

Conforme a complexidade da modelagem aumenta, os modelos podem incluir massas variáveis, como ocorre no artigo “Modeling and Simulation of Flight Dynamics of Variable Mass Systems” onde não ocorre a simplificação da massa constante que é utilizada nos artigos de modelagem linear.

No artigo “Tensor Flight Dynamics“, o Prof. Peter Zipfel listou os vários modelos de voo que criou. Ele usou o modelo plano para problemas mais simples, como aviões de combate e mísseis ar-a-ar. Para outros modelos como um míssil de cruzeiro, ele usou o modelo esférico. E para problemas mais complexos, como foguetes e mísseis de cruzeiro hipersônico, ele usou o modelo WGS84.

O raciocínio da simplificação utilizado nos artigos de modelagem linear é bastante simples, discutem a dinâmica de voo em manobras das aeronaves, tal qual o Prof. Zipfel fez para resolver os problemas mais simples.

A título de exemplo, uma bola lançada é afetada por muitos fatores, incluindo a resistência ao ar, a curvatura da Terra, a velocidade e a direção do vento, a rotação da Terra em torno do Sol, a órbita do Sol em torno da galáxia, a estrutura física da bola, sua massa, etc. Se quisermos calcular o caminho percorrido pela bola, muitas destas variáveis podem ser ignoradas, e os resultados serão praticamente corretos, uma vez que tais variáveis pouco ou nenhuma influencia exercem sobre o resultado.

Mas por que plano se a Terra é esférica?

RESPOSTA: Ao longo da curta distância que essas manobras ocorrem, a curvatura da Terra é insignificante, uma vez que na superfície da Terra temos apenas 1 grau de curvatura a cada 111 km aproximadamente. Mesmo em longas distâncias, o vetor de aceleração aponta em direção ao chão, o que matematicamente é o mesmo que manter sempre a altitude para acompanhar a curvatura da Terra, tal qual uma embarcação faz no mar.

Mas por que ignora a rotação da Terra?

RESPOSTA: Tanto a aeronave quanto a atmosfera estão solidários á Terra. Sob o referencial da Terra não há rotação, assim como dentro de um trem em movimento, um passageiro sentado está parado em relação a outros passageiros.

O referencial é importantes pois ajuda a remover variáveis desnecessárias.

Em todas as formas de análise, situações hipotéticas são aplicadas para simplificar os cálculos.

Teoricamente, a maneira mais precisa de calcular qualquer coisa seria modelando cada átomo com exatidão, cada movimento da Terra no sistema solar e cada movimento do sistema solar na galáxia, mas isso é proibitivamente demorado e requer um poder computacional dispendioso, no entanto, uma das principais habilidades da física é entender quais fatores precisam ser levados em consideração e o que podem ser ignorados para atingir o nível de precisão que se deseja dos resultados.

Fontes:

https://top-secret-documents.com/en/nasa/index.html

https://physics.stackexchange.com/questions/319909/why-does-nasa-need-an-aircraft-model-flying-over-a-flat-and-nonrotating-earth

http://www.mezzacotta.net/100proofs/

https://www.metabunk.org/explained-nasa-documents-stating-a-flat-earth-linear-aircraft-models.t8992/

https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/flight-dynamics

https://dspace.lib.cranfield.ac.uk/bitstream/handle/1826/11600/Modelling_framework_for_flight_dynamics_of_flexible_aircraft-2016.pdf?sequence=3&isAllowed=y

Análise das alegações propostas neste site:

http://www.verdadeurgente.com.br/2017/12/terra-plana-voo-santiago-x-sidney-da.html?m=1

Alegação 1) Basicamente existem muitas variações nos vôos nas mais diversas rotas; entre aviões usados e isso muitas pessoas desconhecem. Inclusive existem vôos que chegam a atingir 1069 km/h, inclusive nessa rota que vai de Santiago a Sidney! Cuja a velocidade média para fazer os 11.344 km em 14 horas e 10 minutos seria de 800,75 km/h. No entanto, o voo de São Paulo à Dubai que dura 13 horas e 50 minutos, percorrendo 12.226 quilômetros, voa a 879,56 km/h, numa velocidade de 80 km a menos que na outra rota. O mais impressionante é que existe um voo realizado a bordo do Boeing 787-9 entre Canadá e Zurique que trafega a 1.167 km/h! Mas não para por aí não caro leitor! Um outro voo da AirLines chega a voar a 1.230 km/h! Outro avião da JetBlue AirWays chega a atingir 1.252 km/h! Mais um? Os aviões da Egypt Air voam a 1.293 km/h e 1.339 km/h (Cargo) e ambos de passageiros. Leve em conta que no sul da Terra a pressão é menor e isso é constatado no gráfico online da VentuSky; e isso permite que os aviões voem ainda mais rápido. Então, porque o avião da Qantas voa nessas regiões em câmera lenta a 800 km/h? Você poderia me explicar essa contradição?

RESPOSTA

O que importa é a velocidade MÉDIA do trajeto, existem aeronaves que chegam a atingir mais de 1000 km/h, porém esta não é a velocidade média, o que foi citado como exemplo é a velocidade máxima, e nenhuma aeronave, ou qualquer veículo, mantém a velocidade máxima durante todo o trajeto.

A velocidade média é registrada no histórico dos voos. (vide abaixo o item: Os dados de voo e seu monitoramento) Em qualquer situação de cálculo de trajetos, o que importa é a velocidade média.

Se um caminhão cumpre um trajeto de 500 km em 5 horas, a velocidade média será 100 km/h, não importa se em alguns trechos atingiu a velocidade de 200 km/h, o que importa é o tempo e a distância.

{\text{velocidade}}={\frac  {{\text{distância}}}{{\text{tempo}}}}

A velocidade média dos voos é verificável nos históricos, vejamos alguns exemplos:

Voo ANZ30, de Auckland para Buenos Aires

Velocidade média: 891 km/h
Velocidade máxima: 1064 km/h
Tempo total de viagem: 11h 36m

Outros voos abaixo do equador onde podemos verificar que a velocidade média jamais ultrapassa os 970 km/h:

https://pt.flightaware.com/live/flight/SAA223
https://pt.flightaware.com/live/flight/SAA280
https://pt.flightaware.com/live/flight/LAN806
https://pt.flightaware.com/live/flight/LAN807
https://pt.flightaware.com/live/flight/SAA222
https://pt.flightaware.com/live/flight/SAA281
https://pt.flightaware.com/live/flight/ANZ31

Não nos interessa analisar outras rotas. Citar exemplo de rotas no hemisfério norte efetuadas por aeronaves diferentes daquelas que cumprem a rotas analisada não modifica em nada a realidade das rotas em questão.

Levar em conta a pressão atmosférica no hemisfério Sul não altera em nada o desempenho das aeronaves, a pressão sofre alterações significativas dependendo da altitude, não da região.

O ISA – International Standard Atmosphere, prevê um modelo de cálculo para a troposfera com o valor de 1.013 hPa, tal valor não se altera o suficiente entre as diferentes regiões do planeta a ponto de alterar o desempenho das aeronaves:

https://fenix.tecnico.ulisboa.pt/downloadFile/563568428727958/Grupo%2002.pdf

A alegação de que “aviões voam em câmera lenta” está baseada na falsa premissa de que as aeronaves cumprem a rota na velocidade de pico, o que é falso, em qualquer comparativo é a velocidade média da rota que deve ser levada em consideração, sempre.


Alegação 2: Com base nesses dados e números de velocidades de voos existentes, porque os globalistas resistem em acreditar que seja possível esses voos acontecerem numa Terra Plana?

Com apenas algumas informações reais de voos dos mais potentes e dados como da pressão na zona que voam, já concluiremos que a realidade é outra da que nos mostram e querem transmitir.

Não voamos sobre uma esfera mas sobre um enorme disco plano! Se esses voos com suas velocidades são poucos para convencer; talvez outros aviões como o Tupolev, avião comercial russo que voa a 2.200 km/h em velocidade de cruzeiro te convença. Conhece o Concorde? Ele voa a 2.158 km/h no mesmo esquema de cruzeiro! Se esse aviões voassem a meros 1.400 ou 1.500 km/h já seriam suficientes para perfazer os aproximados 20.000 km que seria a distância entre Santiago e Sidney na Terra Plana nessas mesmas 14 horas de voo; desde que o avião voasse mais rápido

RESPOSTA

Os dados apresentados não trataram das rotas em questão,  o que foi  apresentado não condiz com a realidade dos fatos:

  1. Descreve outras rotas no hemisfério norte.
  2. Outras aeronaves, como Tupolev e Concorde, que não são aquelas que cumprem as rotas em questão.
  3. Não levou a velocidade média do trajeto em consideração. Vide a resposta para a alegação 1.

Alegação 3:. Já que os globalistas amam viver de cálculos e números; vamos fazer alguns cálculos básicos? 1.420 km/h x 14h10m = 20.107 km percorridos!

RESPOSTA

Novamente a mesma premissa errada: Nenhuma aeronave, ou qualquer veículo, mantém a velocidade máxima durante todo o trajeto, o que importa é a velocidade média.

Não existe aeronave comercial com alcance de 20.000Km, a aeronave comercial com maior alcance é o Airbus A350-900 Ultra Long Range – 17.964 km: aviao-comercial-com-maior-alcance-do-mundo-realiza-primeiro-voo_3866.html https://www.digitaltrends.com/business/airbus-preps-new-a350/

Até o momento, o voo mais longo efetuado é o QF7879, um voo de teste da Qantas:

Distância total percorrida: 16.309 km
Velocidade média: 920 km/h

Dentre os voos comerciais mais longos, temos:

QTR920 da Qatar Airways: https://pt.flightaware.com/live/flight/QTR920

Distância percorrida: 15.057 km
Alcance da aeronave: 15.843 km https://www.boeing.com/commercial/777/

SIA21 da Singapore Airlines: https://pt.flightaware.com/live/flight/SIA21

Distância percorrida: 15.705 km
Alcance da aeronave: 17.964 Km:
https://airway.uol.com.br/singapore-airlines-estreia-o-a350-900ulr-no-mais-longo-voo-do-mundo/

Na lista dos voos mais longos do mundo, não constam voos entre América do Sul e Austrália.

https://upgradedpoints.com/longest-nonstop-flights-in-the-world

Alegação 4: Alguma objeção? Caso ainda ache inadmissível esses cálculos serem possíveis; vamos a mais alguns fatos desconsiderados com bases em informações verificáveis. Segundo o jornal Correio Braziliense, o voo entre Santiago e Sidney começou a operar em 26 de Março de 2012; e o Boeig 747-400 que é utilizado nessa rota, opera desde 9 de Fevereiro de 1989. Vale lembrar que esse avião funciona com 4 motores de propulsão a jato e na Wikipedia encontramos algumas informações interessantes. Em desenvolvimentos adicionais encontramos uma citação da Qantas que passou a utilizar um outro tipo de óleo extraído da planta de jatrofa numa mistura de 50% deste com 50% de combustível convencional para proporcionar ainda mais velocidade. Outro detalhe importante com respeito ao Boeing 747-400 é que sua produção cessou oficialmente em 15 de Março de 2007. Cinco anos antes da Qantas começar esse voo na rota Santiago Sidney com esse avião. Depois eles se equiparam e começaram a usar o Boeing 787, inclusive adquirindo o 787-9; aquele que voa a 1.167km/h. Coincidência?

RESPOSTA

  1. Tanto o Boeing 747-400 quanto o 787 não possuem alcance para cumprir a suposta rota de 20.000 km.
  2. Nenhum deles conseguem manter a velocidade média de 1.167 km/h, novamente utilizando a premissa errada citada na resposta 1.
  3. A questão do combustível relatada não apresenta nenhum ganho na velocidade da aeronave, o limite máximo de uma aeronave jamais será ultrapassado por conta apenas do combustível utilizado.
https://www.qantas.com/au/en/qantas-experience/onboard/seat-maps/boeing-787-9.html

Alegação 5: Outra observação importante é que todo sistema de GPS é baseado em trigonometria ou geometria esférica, ou seja ele mede a distância baseada no deslocamento através de uma esfera com as medidas programadas. No caso as medidas do suposto mundo esférico. Claro que se percorrermos a distância real numa Terra Plana, esse equipamento sempre nos fará entender que estamos perfazendo todo trajeto numa terra esférica. O mesmo pode acontecer com as velocidades informadas, já que não podemos conferir isso na prática durante o voo, senão por esses equipamentos. Sendo assim, estaríamos voando numa Terra Plana, numa rota maior e em maior velocidade do que esta sendo indicado nos painéis dos aviões. Claro que é típico dos globalistas acreditarem que o que é mostrado que é real e isso não pode ser falsificado e que estaríamos malucos e conspirando contra a realidade. Mas como sempre é mostrado aqui sobre os atores da NASA; basta pilotos inocentes ou por dentro do esquema que queiram ajudar por um bom salário e tudo fica assim; como se fosse como nos mostram.

RESPOSTA

Há telas interativas em muitos aviões onde os passageiros podem conferir dados do voo, como altitude, velocidade de cruzeiro medida em relação ao solo, a ground speed, rumo e etc. Como seria possível mostrar ao passageiro uma posição ou velocidade errada na tela, sendo que o mesmo pode conferir com um GPS próprio ou mesmo um celular com GPS?

Alegações impraticáveis, sem comprovações e que fogem completamente á realidade.

Para que tal delírio fantasioso fosse possível, haveriam milhões de pessoas envolvidas numa suposta mentira mundial, incluindo os fabricantes de aviônicos e aeronaves, engenheiros, operadores de radares, pilotos, copilotos, mecânicos e tripulação de todas as empresas aéreas envolvidas.

Sendo que o mesmo GPS, Sistema Inercial e equipamentos de voo das mesmas aeronaves cumprem voos no hemisfério norte. Para que houvessem diferenças entre eles, haveriam especificações, homologações diferenciadas, projetos e patentes, manutenção e etc., para cada hemisfério, o que não existe, e não se comprova na realidade.


Alegação 6: E já que a Qantas possui apenas 4 voos semanais isso é moleza de se manter por meio de um piloto e um co-piloto. Mas para complicar ainda mais, analisaremos a diretoria da Qantas para saber se estão acima de quaisquer suspeitas. Acho que essa é a melhor parte da pesquisa e resposta para os mais crentes no sistema. O CEO ou diretor presidente da Qantas desde 2008, chama-se Alan Joyce que é formado em Ciências Aplicadas, Física e Matemática e possui mestrado em Ciências de Gestão. E adivinhem de onde ele é membro? ROYAL AERONAUTICAL SOCIETY! A mesma sociedade que os alquimistas ícones da ciência fizeram parte; como Isaac Newton e outros. Essa sociedade tem vínculo com a Maçonaria que faz parte da coroa britânica. Sendo que a Royal Aeoronautical Society não é nada mais que o “braço” para assuntos aeroespaciais da Royal Society. Não se preocupe que ainda chegaremos a estudos mais detalhados sobre essas sociedades. Em 9 de Maio de 2017, Alan Joyce estava fazendo um discurso em um evento na Austrália pró união homo afetiva, quando levou uma torta na cara de um conservador na frente de todos. Além disso, ele ainda é casado com outro homem e ambos moram juntos. Suspeito não? Que currículo…

RESPOSTA

Qantas, LATAM e Air New Zealand fazem o trajeto entre América do Sul e Oceania, não são “apenas 4 voos” como alegado, mas sim, um total de 51 voos semanais, vejamos:

LATAM 806: rota Sydney – Santiago / 4 vezes por semana

LATAM 807: rota Santiago – Sydney / 4 vezes por semana

Air New Zealand 31: rota Buenos Aires – Auckland / 4 vezes por semana.

Air New Zealand 30: rota Auckland – Buenos Aires / 4 vezes por semana.

LATAM 801: rota Santiago – Auckland / 7 vezes por semana.

LATAM 800: rota Auckland – Santiago / 2 voos 7 vezes por semana

LATAM804: rota Melbourne – Santiago / 3 vezes por semana

LATAM805: rota Santiago – Melbourne / 3 vezes por semana

Qantas 28 rota Santiago – Sydney / 4 vezes por semana

Qantas 27: rota Sydney – Santiago / 4 vezes por semana

Sem contar as outras empresas que cumprem rotas abaixo do equador, que, se somadas suas distâncias, resultarão num tamanho inferior ao equador.

O restante do texto é um amontoado de delírios fantasiosos sem nenhuma conexão com a realidade, insinuações descabidas que nada tem a ver com a questão técnica das aeronaves e rotas.


Alegação Final: Com tantas informações as claras sobre os voos e suas velocidades; tantas falcatruas advindas de nomes grandes como a NASA, ESA e outras empresas que estão direta ou indiretamente envolvidas com sociedades secretas e manipuladoras e com um diretor presidente sob suspeita com esse currículo; o que podemos esperar nos resultados finais desses voos? Mas é claro que no final os globalistas escolhem crer no sistema; mesmo ignorando que eles não podem comprovar que os voos realmente estejam acontecendo sobre um globo. E como mostrado aqui; realmente é possível sim que esses voos estejam acontecendo em uma Terra Plana e você sendo enganado o tempo todo. Agora se quer continuar acreditando que isso é de fato loucura e os voos são numa esfera e esta é uma grande prova contra a verdade; continue se iludindo… Conteste as informações então e os demais; sintam-se a vontade para complementar e compartilhar esta publicação com outras pessoas.

RESPOSTA

Não houve nenhuma informação clara, apenas “rodeios” mostrando aeronaves, rotas e velocidades sem nenhuma relação com as rotas Chile – Austrália.

O restante não nos traz nenhum dado técnico que mereça atenção, são os mesmos argumentos conspiracionistas de sempre, fantasiosos e descolados da realidade.

Acrescentado algumas informações relevantes que não foram tratadas:

A direção dos ventos em altitudes entre 9000 e 12000 metros favorece a rota Austrália – Chile e prejudica com ventos contrários a rota Chile – Austrália: https://www.ventusky.com/?p=-23;-167;1&l=wind-300hpa

Portanto a alegação de que jet streams atuam no tempo total das rotas não se justifica, é claramente observável nos históricos de voo que os trajeto se cumprem numa média de tempo compatível com a distância e com o alcance das aeronaves.

ventoso
Os registros de ventos da região nos mostra que a média é de 200 km/h sempre no sentido Austrália – Chile, nunca ao contrário.

A densidade do ar em função da altitude, fator responsável pelo atrito, é determinada pelo modelo Atmosférico NRLMSISE: https://journals.ametsoc.org/doi/abs/10.1175/JCLI-3299.1

Sendo praticamente constante na altitude de cruzeiro na maioria das localidades do planeta, incluindo a região das rotas em questão.

Os dados de voo e seu monitoramento (e posterior armazenamento no histórico de voo) disponíveis no flightaware.com (e outros sites de rastreio) é obtido em tempo real, recebe os dados do voo diretamente das aeronaves através da tecnologia de vigilância de transmissão automática, ou ADS-B.

Qualquer pessoa comum pode montar ou adquirir o seu receptor ADS-B e fornecer dados para os sites de rastreio:

https://pt.flightaware.com/adsb/piaware/build

https://www.flightradar24.com/share-your-data

E não existem receptores e transmissores de ADS-B fabricados para atuar em diferentes localidades, um transmissor funcionará tanto acima quanto abaixo do equador da mesma forma e sem alterações.

CONCLUSÃO

A utilização de argumentos desconexos por parte proponente nos mostra:

a) Aeronaves e rotas diferentes daquelas que cumprem as rotas Chile-Austrália=Chile

b) Não utilizou a velocidades média, apenas picos de velocidade, o que interessa é a velocidade média, o tempo de duração do trajeto e a distância, e todos devem estar de acordo com a aeronave utilizada no trajeto Chile-Austrália-Chile.

c) Utilizou argumentos não técnicos, fantasiosos e impossíveis de serem comprovados.

OBSERVAÇÕES FINAIS

Por que somente o site flightaware.com foi utilizado?
R: É um dos poucos que fornece o histórico e a velocidade média em km/h gratuitamente, outros “trackers” cobram por essa informação.

Quais site de rastreio de voos é possível consultar?
R: flightradar24.comavdelphi.comflightairmap.comflightview.comradarbox24.com, etc.

Tabela contendo rotas para comparação e verificação:

Agradeço a ajuda de William das Neves pela revisão do material apresentado.

Embora vários continentes da Terra estejam conectados à Internet por uma série de cabos de fibra óptica submarinos, a Antártica é o único continente inacessível por fibra, no Ártico existem alguns poucos pontos.

Os norte-americanos e argentinos propuseram conectar o continente à rede de fibras, mas esse cabo teria que suportar temperaturas de 58 graus negativos ou mais, enfrentar o constante movimento da superfície gelada da Antártica, e tantos outros desafios.

No entanto, pequenos trechos utilizam fibras para diversas finalidades, dentre elas medir o derretimento do gelo usando a fibra como sensor, ou para conectar servidores entre as bases.

As bases próximas à península e outras regiões costeiras na Antártida são servidas por diversas operadoras:

https://www.groundcontrol.com/Sat-Fi_Coverage_Map.htm

Provedores de internet na Antártida:

https://isp.today/en/list-of-all-services/ANTARCTICA

Cobertura LTE, WiMAX, HSPA+, 3G, GSM
https://www.worldtimezone.com/4g.html

https://globalcomsatphone.com/support9/

Os polos

Os satélites convencionais da órbita geoestacionária (GEO) não podem fornecer cobertura em latitudes superiores a ± 81 °, o satélite é obscurecido pelo horizonte da Terra.

Os maiores problemas com cobertura ocorrem nas regiões próximas aos polos, na Antártida, a internet é fornecida por sistemas de satélite diferentes. são eles:

  • Skynet Satellite Communications System. É o sistema militar de comunicações por satélite do Ministério da Defesa do Reino Unido, Mais precisamento os satélites da série Skynet-4.
  • “South Pole TDRSS Relay (SPTR)! Há um satélite TDRS em serviço visível para o SPTR2 em momentos diferentes durante o dia do Polo Sul: TDRS F6, usado para fornecer serviços de comunicação à Estação do Polo Sul.
  • “Defense Satellite Communications System (DSCS) O link DSCS do Polo Sul da NSF atualmente usa o satélite DSCS-3 B7 – lançado em 1995. Ele é mantido em uma órbita geossíncrona de alta inclinação, tornando-o capaz de fornecer cobertura diária limitada entre a Estação do Polo Sul e um teleport de gateway NSF implementado no Centro International Antártico em Christchurch, Nova Zelândia.
  • Sistema multicanal Iridium (IMCS) O sistema multicanal Iridium (IMCS) foi desenvolvido para fornecer um link de comunicação de dados on / off do continente para preencher o período de tempo em que os principais satélites de comunicação não são visíveis na Estação do Polo Sul.

Como é possível um satélite geossíncrono ser visível no polo sul?

A Estação do Polo Sul usa satélites geossíncronos de alta inclinação – especificamente, TDRSS , Skynet 4C e DSCS III B7 . A inclinação é um parâmetro orbital que descreve a quantidade de movimento norte-sul que um satélite faz em sua órbita durante 24 horas. Quando o valor é grande o suficiente (aproximadamente 8,7 graus), os satélites geossíncronos são visíveis no Polo Sul.

Todos os satélites estão em órbitas elípticas com um parâmetro de inclinação. A maioria é mantida muito pequena (menos de 0,5 graus) com manobras periódicas de manutenção da estação. Isso torna o design de estações terrestres mais simples, mas também os impede de serem visíveis no Polo Sul. Além disso, ao longo de 24 horas, todos os satélites geossíncronos apresentam traços terrestres que se parecem com um oito (8). Os satélites com grandes inclinações fornam um oito maior. Quando o lobo inferior do 8 se estende abaixo de 8,7 graus ao sul, o satélite é visível no polo Sul.

Os principais sistemas de satélite do Pólo Sul – SPTR2 , Skynet e DSCS – fornecem aproximadamente 12 horas de conectividade de banda larga por dia.

Da esquerda para a direita, o TDRS F6 , Skynet 4C e DSCS III B7 ; estes são os satélites que o Polo Sul usa atualmente. Durante 24 horas, os satélites se movem em torno da figura 8 . Quando caem abaixo da linha amarela (equador), são visíveis no Polo Sul.

Além dos sistema de banda larga, há o sistema de banda estreita fornecida pelos satélites Iridium, utilizado quando os outros satélites não estão disponíveis. Esses satélites (acima de 70) estão em órbitas terrestres baixas, o que torna muitos deles (geralmente pelo menos dez) visíveis no Polo Sul constantemente, embora o Iridium não seja utilizado para acesso à Internet devido à largura de banda, uma vez que se trata de conexões com baixa taxa de dados que não suportam navegação na web e várias chamadas telefônicas simultâneas.

No entanto, os satélites Iridium são adequados para o tráfego de email, até certo ponto. Um email com menos de 100 KB sai a qualquer hora do dia. O caminho usado depende de qual satélite está disponível ( TDRS , Skynet , DSCS ou Iridium ). Mensagens de email com mais de 100 KB (por exemplo, mensagens que contêm fotos como anexos) entram em uma fila para transmissão no próximo evento TDRS, Skynet ou DSCS. Além disso, qualquer transferência de arquivos grandes usa TDRS / Skynet / DSCS.

Qual é a visibilidade diária do satélite no Polo Sul?

A visibilidade diária do satélite varia de aproximadamente 4 horas para o TDRS F6, 6 horas para o Skynet 4C e 3,5 horas para o DSCS B7.

Observando o gráfico de ângulos de elevação do satélite, nota-se que os ângulos de elevação são muito baixos.

Fontes:

https://www.nitrd.gov/nitrdgroups/images/1/18/JET-2019-05-Patrick-Smith.pdf

https://www.comnap.aq/Projects/SiteAssets/SitePages/ARC/Satellite%20Update%20from%20COMNAP%20Communications%20Workshop%202012.pdf

https://www.usap.gov/technology/1971/

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/2211507.stm

Sim, tal citação é verdadeira e comprovável, domo é um termo técnico utilizado para definir formações geológicas.

https://pt.slideshare.net/mojavehack/33-mountain-formation/6
https://en.wikipedia.org/wiki/Lava_dome
https://en.wikipedia.org/wiki/Salt_dome
Domo Myōkō

Domo de Gelo

Elevação arredondada e com declive superficial suave. O fluxo de gelo, muito lento (i.e., no máximo alguns metros por ano), diverge daí para a periferia dos mantos e calotas de gelo. Os domos de gelo não têm margens definidas precisamente e podem cobrir áreas extensas (i.e., mais do que 100.000 km2). A topografia subglacial está imersa e o fluxo do gelo é em grande parte independente da morfologia do embasamento.

Curva de nível: Domo Law

Vamos analisar o texto da Enciclopédia Americana de 1958:

Imagem da Enciclopédia Americana de 1958.

Transcrição e tradução do texto contido na Enciclopédia:

Em dezembro de 1955, a força-tarefa deixou a Nova Zelândia para estabelecer duas estações-base na área do Mar de Ross. A base Little America V foi estabelecida na Baía de Kainan, a cerca de 48 quilômetros a leste ao longo da Plataforma de Gelo Ross da Baía de Baleias, e uma base de operações aéreas foi construído em Hut Point, na Ilha Ross, em McMurdo Sound. Quatro aviões dos Estados Unidos voaram da Nova Zelândia para o McMurdo Sound em 30 de dezembro de 1955 e fizeram vôos exploratórios sobre partes desconhecidas do continente (Antártica) até 18 de janeiro de 1956, quando retornaram para a Nova Zelândia. Esses vôos provaram que as áreas do interior tinham características inexpressivas, com uma cúpula (ou domo) de 3962 metros de altura a cerca de 80 graus de latitude sul e longitude de 90 graus leste. Novas cadeias de montanhas estavam localizadas a cerca de 85 graus de sul, longitude de 50 graus a oeste, reafirmando a observação feita por Ronne em 1947 de que o continente antártico é uma unidade única (um continente) ”(The Encyclopedia Americana Vol. 2, publicado em 1958.)

Analisando este texto acima podemos desenhar no mapa o trajeto descrito:

Partindo da Nova Zelândia para MacMurdo, exploração aérea em 80S 90E e as cadeias montanhosas em 85S 50E. Polo Sul marcado em azul como referência.

Em 30 de dezembro de 1955 partiram da Nova Zelândia para McMurdo e sobrevoaram a região até 18 de Janeiro de 1956 com vôos exploratórios nas localidades assinaladas em vermelho no mapa acima.

Como não há precisão nas coordenadas fornecidas pela enciclopédia, provavelmente o que foi relatado são as formações geológicas do entorno mostradas abaixo, que se encontram nas proximidades das coordenadas:

https://goo.gl/maps/L1PPhgJYwhyF5FZy6
https://goo.gl/maps/617WRyehhW2FghJK6
Mapa topográfico da Antártida, as cores mais frias são as menores elevações e as cores quentes as maiores
http://www.antarcticglaciers.org/antarctica-2/antarctic-datasets/

O site do USGS (United States Geological Survey) mantém um banco de dados geológicos da Antártida, onde é possível fazer uma busca das formações geológicas com alturas entre 3000 e 4000 metros, portanto, por conta da fanta de precisão das coordenadas, num raio de alguns km no entorno da localidade descrita encontramos 42 formações geológicas com mais de 3000 metros de altura:

NomeLatitudeLongitudeAltura (m)
Mount Tuck782900S0845000W3560
Mount Waldron782700S0845300W3100
Mount Southwick784600S0845500W3280
Ellsworth Mountains784500S0850000W4892
Mount Strybing784100S0850400W3200
Mount Mohl783300S0850500W3710
Mount Craddock783800S0851200W4368
Rada Peak783700S0851300W4001
Mount Rutford783600S0851800W4477
Marts Peak783218S0852407W4551
Schoening Peak783136S0852757W4743
Mount Atkinson783900S0852900W3300
Clinch Peak783208S0853045W4841
Wahlstrom Peak783259S0853129W4677
Corbet Peak783131S0853250W4822
Fukushima Peak783331S0853416W4634
Hollister Peak783243S0853519W4279
Mount Vinson783131S0853702W4892
Mount Slaughter783700S0853800W3600
Silverstein Peak783248S0853914W4790
Branscomb Peak783057S0854144W4520
Mount Shinn782700S0854600W4666
Mount Epperly782600S0855300W4600
Mount Tyree782400S0855500W4852
Mount Todd780300S0855600W3600
Knutzen Peak782947S0855635W3373
Evans Peak781700S0855800W3950
Mount Press780500S0855800W3830
Mount Gardner782300S0860200W4587
Mount Ryan782200S0860200W3200
Mount Dalrymple775600S0860300W3600
Mount Goldthwait775900S0860300W3815
Mount Alf775500S0860700W3200
Mount Shear782000S0860800W4000
Mount Giovinetto781600S0861000W4090
Mount Ostenso781800S0861100W4180
Mount Anderson780900S0861300W4255
Long Gables781100S0861400W4110
Mount Bentley780700S0861400W4245
Mount Viets781400S0861400W3600
Mount Davis780600S0861500W3800
Mount Hale780400S0861900W3595

Domos na Antártida

Fazendo uma busca pelo termo domo na base de dados do USGS encontramos 60 resultados, o que demonstra que este termo é utilizado para caracterizar este tipo de formação geológica:

Este mapa foi gerado a partir do banco de dados de características da Antártica do USGS.
Efetuando uma busca por ‘dome’ na descrição da formação geológica, o resultado foi convertido em um arquivo JSON e plotado no mapa da Antártica usando a biblioteca Javascript D3.js. O arquivo SVG resultante foi importando para o Inkscape para gerar a imagem. Fonte.
NomeLatitudeLongitudeElevação (m)
1Allison Dome733317S0703559E
2Anderson Dome733000S0935400W1475
3Arctowski Dome620800S0583800W
4Beacon Dome860800S1462500W3010
5Bennett Dome714800S0730300W460
6Bonnabeau Dome733100S0941000W
7Burmester Dome832200S0505600W2095
8Burrage Dome753300S1610500E840
9Constellation Dome810600S1601300E1330
10Cowie Dome862500S1520000W
11Davies Dome635300S0580300W400
12Dingle Dome670300S0485400E400
13Dingsør Dome680100S0674300E
14Dobson Dome640200S0575500W950
15Dome530500S0733000E2410
16Dome Argus810000S0770000E4000
17Dome Charlie750000S1250000E3200
18Dome Nunatak770100S1612700E990
19Domen Butte724300S0035000W
20Frustration Dome680000S0643300E
21Fuchs Dome803600S0275000W1525
22Fuller Dome863800S1561800W2850
23Half Dome Nunatak822700S1591400E
24Hercules Dome860000S1050000W
25Holman Dome662700S0985400E
26Horteriset Dome720500S0122200E
27Hurd Dome624100S0602300W375
28Husky Dome845400S1761700E3580
29Husky Massif710000S0650900E2100
30Jøkulhest Dome715200S0064200E
31Kohler Dome760200S1341700W2680
32Kraków Dome620700S0581500W
33Lamykin Dome672700S0464000E525
34Law Dome664400S1125000E1395
35Lookout Dome830300S1562700E2470
36Maaske Dome855800S1440000W
37Martin Dome831800S1571200E
38Medea Dome661100S0620300W350
39Moore Dome742000S1112000W700
40Murray Dome704200S0671200E
41Pearce Dome711900S0682000W789
42Phleger Dome855200S1382400W3315
43Pionerskiy Dome735900S0730800E
44Ricker Dome820400S1624300E1720
45Roosevelt Island792500S1620000W550
46Rotch Dome623800S0605300W
47Roundel Dome653800S0631500W1770
48Shepherd Dome745200S0993300W
49Siege Dome841600S1722200E
50Siple Dome814000S1485000W
51Snøhetta Dome721100S0024800W
52Talos Dome730000S1580000E2300
53Taylor Dome774000S1574000E2400
54Tinsel Dome634400S0585500W700
55Titan Dome883000S1650000E3100
56Valkyrie Dome773000S0373000E3700
57Venture Dome683600S0621300E
58Vrana Dome695300S0732800E
59Warszawa Dome621200S0583500W
60Wimple Dome633800S0585100W725

Fontes:

Publicação do CREF

https://www.add.scar.org

Mapa plotado

Histórico das explorações aéreas

A causa do reflexo longitudinal do Sol, ou da Lua, sobre a água ocorre por conta da ondulação da superfície.

File:Sunlight On The Lake (140025363).jpeg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sunlight_On_The_Lake_(140025363).jpeg

Quanto menos ondulações, menor é o efeito.

File:Taken at 3am in the morning with the moon in the background around January this year..jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Taken_at_3am_in_the_morning_with_the_moon_in_the_background_around_January_this_year..jpg
Moon reflecting ove Lake Shelby
https://www.micdesignsimages.com/Galleries-1/Lake-Shelby/i-ChSJK3R

É possível reproduzir este efeito da ondulação na superfície com dois experimentos simples:

1) Reflexo longitudinal causada por ondulação na água.
2) Reflexo longitudinal causado por superfície ondulada.

Fontes:

http://granada.ifsc.usp.br/labApoio/images/apostilas/fisicaiv-200815.pdf

https://pt.wikipedia.org/wiki/Reflexão_especular

Experimento 1 e Experimento 2

O Discovery Channel exibiu, durante a série Discovery Science, um experimento de verificação da curvatura terrestre proposto por Stephen Hawking.

O experimento foi dividido em duas etapas, o primeiro com Laser e o segundo com telescópio.
1) Um laser absolutamente nivelado e posicionado a 0,78 metros acima do nível da água em um lago. O feixe continuamente direcionado à uma embarcação que lentamente se afastaria da margem até a marca de 5 km de distância.
O resultado esperado era que, ao se afastar da margem, o ponto focal do laser se elevaria em relação a marcação inicial registrada na embarcação, demostrando a curvatura.

Experimento com a embarcação
152,4 metros de distância
5 km de distância

2) Seguindo o mesmo conceito da primeira etapa, porém substituindo o laser por um telescópio, também absolutamente nivelado, e como alvo um helicóptero a 10 km.

Experimento com o telescópio e helicóptero

À essa distância, o helicóptero, enquanto estivesse pousado, junto à margem do lago, não seria observado (ele estaria encoberto pela curvatura de quase 3,7 metros nesta distância, levando em consideração a altura de 0,78 metros do telescópio). Portanto a observação do helicóptero por completo somente seria possível com a elevação de sua altitude. Demonstrando claramente a curvatura.

Agora vamos à uma breve explicação, pois muitas pessoas interpretam erroneamente o experimento inclusive utilizando cálculos que não são corretos para a situação e não conseguem compreender os valores obtidos.

Observe que a linha verde pontilhada representa o feixe laser, partindo em posição absolutamente perpendicular em relação à vertical do ponto inicial. Ela não está tangenciando o horizonte como em um cálculo clássico de distância / encobrimento.

Agora o exemplo do telescópio e o helicóptero:

A formulação do raciocínio e do cálculo é exatamente como o exemplo do laser.

Muitas pessoas se confundem com o cálculo de encobrimento (encontrado em sites como o Earth Curve Calculator). Veja o exemplo a seguir, com as mesmas distâncias:

Encobrimento geográfico de 3,67 m para um alvo distante 10 km com observador a 0,78 m de altura.

O exemplo acima também facilita o entendimento de que o helicóptero estaria totalmente encoberto (3,67 metros de encobrimento), enquanto estivesse pousado na margem do lago, já que a aeronave em questão, um Bell 206B JetRanger, possui uma altura total de 3,2 metros.

Altura DIM D= Mínima 9,5 pés e máxima 10,5 pés (2,89 a 3,2 metros)

Os resultados obtidos nas duas etapas demonstraram total coerência com as previsões matemáticas utilizadas para declínio e encobrimento.

Agradecimento especial ao Razec, que sempre colabora imensamente com seu trabalho de revisão e pesquisa.

Sim, a empresa Space Adventures, fundada em 1998 já levou 7 turistas à ISS.

A Space Adventures organizou todos os oito vôos para o espaço completados por cidadãos particulares até o momento. Todos alcançaram a Estação Espacial Internacional utilizando a espaçonave russa Soyuz.
http://www.spaceadventures.com/experiences/space-station/

A Rússia interrompeu o turismo espacial orbital em 2010 devido ao aumento do tamanho da tripulação da Estação Espacial Internacional, usando os assentos para as tripulações da expedição que antes seriam vendidos aos participantes dos voos espaciais.

Os vôos turísticos orbitais foram retomados em 2015, mas o planejado foi adiado indefinidamente e nenhum ocorreu desde o último em 2009.

Por sua vez, nos EUA, ao contrário da Rússia, a NASA havia proibido qualquer uso comercial da estação espacial e proibido astronautas de participar de pesquisas com fins lucrativos. Porém tal decisão foi revogada em 2019, afirmado que a partir de 2020 os astronautas particulares poderão viajar para a ISS por até 30 dias, viajando em naves espaciais americanas.

https://www.bbc.com/news/amp/world-us-canada-48560874


Visitas à ISS em ordem cronológica:

Dennis Tito

Data: Abril de 2001

Permanência: 7 dias

Nacionalidade: EUA

Atividade: EmpreendedorFundador da Wilshire Associates

Transporte: Soyuz TMA-32


Mark Shuttleworth

Data: Abril de 2002

Permanência: 8 dias

Nacionalidade: Africa do Sul

Atividade: Fundador CEO da Canonical Ltda

Transporte: Soyuz TMA-34


Gregory Olsen

Data: Outubro de 2005

Permanência: 9 dias

Nacionalidade: EUA

Atividade: Fundador da GHO Ventures, LCC

Transporte: Soyuz TMA-7


Anousheh Ansari

Data: Setembro de 2006

Permanência: 12 dias

Nacionalidade: Irã

Atividade: Co-fundadora e CEO da Telecom Technologies

Transporte: Soyuz TMA-9


Charles Simonyi

Efetuou duas visitas à ISS

Data: Abril de 2007 / março de 2009

Permanência: 25 dias

 Nacionalidade: Hungria

Atividade:  Fundador da Intentional Software

Transporte: Soyuz TMA-10 Soyuz TMA-14


Richard Garriott

Data: Outubro de 2008

Permanência: 12 dias

 Nacionalidade: Inglaterra

Atividade:  Desenvolvedor de Jogos Eletrônicos

Transporte: Soyuz TMA-13


Guy Laliberté

Data: Setembro de 2009

Permanência: 11 dias

Nacionalidade: Canadá

Atividade: Fundador do Cirque du Soleil

Transporte: Soyuz TMA-16

História do turismo espacial

Fontes:

https://www.space.com/11479-photos-space-tourists-pioneers-spaceflights.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Space_tourism

A concepção de que alguma luz seja fria é um total disparate pois, como é bem sabido, qualquer radiação eletromagnética, não importando em qual fonte seja originada, transporta energia. Entretanto os efeitos térmicos da radiação sobre a matéria podem ser percebidos facilmente quando a luz absorvida pela matéria transferir-lhe uma quantidade de energia suficientemente grande, produzindo elevações na temperatura passíveis de serem medidas. É o caso por exemplo da absorção da luz solar em corpos a ela expostos.

Esquema do espectro eletromagnético

A luz proveniente da Lua é luz solar parcialmente refletida de forma difusa. O albedo (este é o termo técnico para a radiação solar refletida por qualquer corpo celeste) médio da superfície Lua não ultrapassa 13% da luz solar que sobre ela incide.

A iluminação de uma Lua cheia elevada no céu limpo é aproximadamente 0,3 lux enquanto que o Sol nas mesmas condições produz uma iluminação de 130.000 lux (vide mais sobre tema em aqui). Portanto a iluminação produzida pela Lua na fase cheia representa em ordem de grandeza cerca de um milionésimo da iluminação do Sol. Daí é fácil imaginar que os efeitos térmicos sobre corpos banhados pelo luar são desprezíveis frente aos mesmos efeitos sob a radiação solar direta.

Mesmo levando em conta essa proporção, uma maneira de se medir a temperatura (energia térmica) da Lua é através de um telescópio refletor.

A luz da Lua deve ser completamente isolada de todas as fontes de calor do solo (pessoas, plantas, grama, árvores, etc.) para obter uma verdadeira medida observacional, dessa forma:

Telescópio refletor com termômetro adaptado à ocular apontando para a Lua
A) Com o telescópio apontado para a Lua a temperatura obtida foi, em média, 65 graus F. ou ~18 C.
B) Com o telescópio apontado para longe da Lua, em direção ao céu, a temperatura obtida foi de 44.0 graus, ou ~7C.

Conclusão: A temperatura é maior ao apontar o telescópio refletor para a Lua, portanto sua luz tem um efeito de aquecimento ao incidir sobre a superfície reflexiva do telescópio.

Esta é a forma correta de fazer a medida, qualquer medida efetuada indiretamente sobre objetos na sombra ou fora dela, sofre interferências do efeito de irradiação de calor do objeto, principalmente se utilizar instrumentos inadequados e imprecisos como termômetros de uso doméstico.

Os objetos do entorno emitem radiação infravermelha (IR), e isso interfere e impossibilita a correta medição da luz da Lua.

Ao efetuar medidas térmicas diretas da Lua com um telescópio refletor, isso torna a medição muito mais rigorosa e precisa do que qualquer medição feita por um termômetro que esteja apenas medindo a superfície de objetos influenciados pela temperatura ambiente, sendo afetada por um número maior de variáveis, contaminando o experimento.

Neste vídeo há uma demonstração da alta temperatura de um arbusto próximo, e discute como isso interfere com qualquer medição indireta da luz da Lua incidindo sobre objetos.

Outra forma de medir a temperatura da Luz emitida pela Lua é através de uma câmera de imagem térmica, como podemos verificar no vídeo abaixo:

No vídeo abaixo é demonstrado que a Lua, durante um eclipse, sofre uma alteração de temperatura por conta da incidência da sombra da Terra:

A mensuração indireta da luz da Lua incidindo sobre objetos na superfície da Terra não permite uma correta verificação pelos seguintes motivos:

Divergência do sensor

Na medição da temperatura efetuada com termômetro a laser, a função do feixe de LASER é apenas de servir como mira, não é o LASER que mede a temperatura.

O aparato de medição está contido numa lente que focaliza a radiação infravermelha do seu alvo em um sensor digital. Isto significa que, em vez de medir a temperatura em um ponto, na verdade está tomando a temperatura de um círculo centrado naquele ponto. O tamanho do círculo depende de quão longe se está do alvo, de acordo com a ótica interna do termômetro.

Um termômetro infravermelho padrão tem uma relação D:S (distância para ponto) de aproximadamente 12: 1.
Quanto mais distante do alvo, maior é a área de medição.
https://www.fluke.com/en-us/learn/blog/temperature/how-to-get-great-results-with-an-infrared-thermometer

Resfriamento radiante

O luar não faz com que um objeto se torne mais frio. É o objeto na sombra que se mantém mais quente.

Quando um objeto (ou superfície) é coberto ou sombreado com uma mão, teto, árvore ou nuvem, ele irradia menos calor para o ar noturno e se torna ligeiramente mais quente que um objeto (ou superfície) exposto ao ar do céu noturno aberto.

A luz da Lua (que é a luz solar refletida) nada tem a ver com o esfriamento ou aquecimento de objetos na superfície.
Teste com dois termômetros, um coberto e outro exposto à luz da Lua.
Parte 2 do teste com dois termômetros

Os resultados dos testes no vídeos acima demonstram que não há diferenças substanciais entre as duas medidas.

Mais um teste demonstrando que não há diferenças entre as sombra e o luar.
Teste automatizado que coletou dados de temperatura com 4 sensores, a planilha de leitura está na descrição do vídeo.

Os exemplos acima são meramente ilustrativos, não podem ser considerados como experimentos científicos, servem somente para demonstrar que existem testes com resultados diferentes daqueles que detectam algum alteração de temperatura na luz incidente da Lua.  

Como abordado no inicio, além do telescópio refrator, existem instrumentos científicos para este fim como :Pireliômetro, Pyranometro, Lunar spectro-radiometro

Sendo a Luz da Lua a reflexão da luz Solar em sua superfície, existem painéis solares que geram energia coletando-a:


Artigos científicos sobre o tema

Luar e o Efeito Fotoelétrico

Medição precisa da irradiância espectral lunar em comprimentos de onda visíveis

Determinação da profundidade óptica atmosférica através do brilho da superfície lunar

RObotic Lunar Observatory (ROLO)
https://www.moon-cal.org/main_overview.php
https://www.moon-cal.org/modeling/irradiance.php

Irradiância e luminosidade espectral lunar (LUSI)

O efeito da luz da Lua

A Lua afeta o clima da Terra?

Fontes:

https://flatearthlunacy.com/index.php/2-uncategorised/505-does-moon-light-make-things-colder-as-some-flat-earth-advocates-claim

Resposta do CREF – UFRGS (trecho inicial do texto extraído desta publicação)

http://www.physicscentral.com/buzz/blog/index.cfm?postid=1590436706491009951

A grade de coordenadas de nosso planeta, conhecida também como malha de coordenadas geodésicas, traduz valores de Latitudes e Longitudes sobre o elipsoide, que é uma superfície matemática com a forma e dimensões próximas ao geoide e utilizado nos levantamentos geodésicos como uma superfície de referência no posicionamento horizontal. Um GPS GEODÉSICO traduz com grande precisão a posição onde está sendo efetuada a leitura como uma vertical (normal) da coordenada, não importando para isso a altitude geométrica e ortométrica no local de coleta de dados.

Um GPS GEODÉSICO jamais deveria ser utilizado na elaboração deste teste, uma vez que tal equipamento traduz a vertical de coordenadas sobre a malha do elipsoide.
NENHUM GPS geodésico calcula por conta própria altitude ortométrica. Ou seja, se a unidade estiver a cinco metros ou cem metros de altitude o posicionamento vertical na malha é o mesmo. A ortometria é calculada posteriormente, após a coleta de inúmeros datuns, e utilizada para cálculos de diferença de equipotencial sobre a curva de nível.

O uso do GPS na determinação de altitudes ortométricas.

O cálculo sugerido no experimento em questão não tem utilidade prática. As diferenças de altitude ortométrica e diferença angular sobre a curva equipotencial são utilizadas localmente ou em conjunto com outros pontos para fins específicos, onde a diferença equipotencial de nível realmente é importante, como canais de escoamento, contenções, calculo de áreas de risco em casos de enchentes, etc.

Um exemplo prático encontra-se no projeto da ponte Verrazzano-Narrows. Por conta da altura das torres (211 m) e a distância entre elas (1.298 m), a curvatura da superfície da Terra teve que ser levada em conta ao projetar a ponte – as torres são 4,275 cm mais afastados em seus topos do que em suas bases.

Efeito da curvatura da Terra nas dimensões da ponte Verrazzano-Narrows

Outros exemplos


Análise do teste

Distância entre os edifício em Torres/RS e Natal/RN : 3.021,79 km

https://www.gpsvisualizer.com/calculators

Geolocalização do edifício em Torres/RS: 29°20’19.7″S 49°43’30.7″W

Condomínio Edifício Dunas Flat: 68.66 m de altura
https://www.emporis.com/buildings/336422/dunas-flat-service-torres-brazil

Topografia do local do edifício em Torres:

27 m acima do nível do mar.
https://pt-br.topographic-map.com/maps/g2wt/Torres/

Total: 93.68 metros (68,66 m de altura mais 27 m de elevação)


Geolocalização do edifício em Natal/RN: 5°47’21.4″S 35°11’19.8″W

Hotel Intercity Premium: altura aprox. 60 m.
comparação efetuada com o edifício vizinho Oasis:
https://www.emporis.com/buildings/226385/oasis-natal-brazil

Topografia do local do edifício em Natal:

43 m acima do nível do mar
https://pt-br.topographic-map.com/maps/gn3d/Natal/

Total: 103 metros (60 m de altura mais 43 m de elevação)

Cálculo da distância entre a base e o topo dos edifícios

Para simplificação assumimos a altura de 100 metros para cada edifício.

O raio da Terra ao nível do mar em cada latitude:

Natal / -5.789278 : 6377.921 km

Torres/ -29.338806 : 6373.036 km

Raio médio: 6375.47 km (6.375.470 m)

Perímetro: 40.058,25 km (40.058.259,4 m)

Para o cálculo proposto, iniciamos com a distância geodésica entre as coordenadas: 3.021,79 km (3.021.790 m) ou distância sobre o elipsoide na malha de coordenadas.

Aplicamos a altura dos prédios ao raio médio:

6.375.470 m (raio médio da Terra) + 100 m (altura dos edifícios) = 6.375.570 m

6.375.570 m x 2 x π (3,1416) = Perímetro resultante: 40.058.887,74 m

A partir deste resultado encontramos os seguintes valores:

Comprimento de arco (acrescido da altura dos edifícios) 100 metros acima da malha geodésica: 3.021,83 km ( 3.021.837,398 m)

3.021.837,398 (arco superior) 3.021.790 (malha geodésica)

Diferença de arco de 47,39 metros entre a base e o topo dos edifícios

Figura 1: Entre o topo de cada edifício há uma distância de 47,39 metros, ou 0,00157%
Por se tratar de um esferoide, jamais uma reta pode ser utilizada para representar as distâncias, mas sim um arco proporcional ao esferoide, como mostrado na figura 1.

NOTA: A diferença de distância linear, conforme a figura descritiva indicada pelo site é estimada em 46,95 metros.

Verificando o percentual de diferença entre base e topo dos dois prédios, com o valor de ARCO temos:

47,39 m / 3.021.790 m = 0,000015682 m

Ou um percentual de 0,00157%, Q.E.D.

Mas isso não passa de uma curiosidade matemática, já que não há utilidade prática, seria como descobrir qual a distância entre dois pontos transpassando uma reta de um lado ao outro do globo terrestre.

O CREF publicou uma análise aqui

Fontes:

http://www.est-team.com/documenti/manuali/the_earth.pdf

http://www2.fct.unesp.br/docentes/carto/arana/cobrac2004.pdf

Especificações e Normas para Levantamentos Geodésicos atualizadas

http://datagenetics.com/blog/june32012/index.html

Publicação elaborada com a valiosa ajuda do Vector e MrBits.

Um trecho de um suposto diário perdido de James Cook foi publicado no site Recanto das Letras: https://www.recantodasletras.com.br/contos-de-aventura/6365497

Ao contatar o autor e solicitar esclarecimentos sobre o texto, a seguinte resposta foi dada por ele:

Após o contato o autor inseriu uma nota na publicação esclarecendo que se trata de obra ficcional.

Devido a falta de detalhes sobre este material publicado, houve a suspeita de que o texto pudesse ser uma tradução do livro do romancista britânico Hammond Innes , cujo título é “The Last Voyage: Captain Cook’s Lost Diary

Nesta obra de ficção, Hammond Innes imagina o diário particular que o Capitão James Cook poderia ter mantido na viagem que terminou em sua morte em 1779.

Enquanto tentava encontrar uma passagem noroeste que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico, o navio de Cook, o Resolution, foi bloqueado por uma enorme parede de gelo ao longo do Estreito de Bering. Cook libertou com sucesso seu navio e planejou outra tentativa para o verão seguinte. Cook então retornou ao Havaí, onde foi morto pelos ilhéus em uma escaramuça sobre um barco roubado.


No trecho publicado pelo site Recando das Letras há relatos entre as datas de 8 de Abril e 12 de Dezembro de 1772

Tais datas não correspondem com as datas que se encontram nos manuscritos originais de James Cook, pois em 1 de junho de 1772, por exemplo, James Cook ainda se encontrava na Inglaterra, fazendo os preparativos para a segunda viagem.

Somente em 3 de Julho a viagem é iniciada a partir de Plymonth, Inglaterra.
https://www.captaincooksociety.com/home/detail/the-second-voyage-1771-1776
Em 17 de Janeiro de 1773 o circulo ártico é cruzado.
https://www.captaincooksociety.com/home/detail/the-second-voyage-1771-1776

Há uma citação de uma conversa fictícia entre James Cook e um astrônomo sobre o diâmetro do Sol e outras alegações ficcionais.

No entanto, tais alegações jamais poderiam ser ditas por um astrônomo da equipe de Cook, uma vez que foram incumbidos das observações do trânsito de Vênus e de Mercúrio em 1769, o que levaria a uma determinação precisa da unidade astronômica (a distância entre a Terra e o Sol).

Também é inconsistente na alegada conversa uma dúvida referente ao Sol da Meia Noite acima de 89° S, uma vez que a inclinação do eixo terrestre havia sido determinada há pelo menos 2300 anos antes.

Em qualquer lugar da Terra, no equinócio e no solstício de verão ao meio dia, a diferença de elevação do Sol é de 23,5 graus. Do solstício de inverno para o equinócio também é de 23,5 graus.
Em qualquer lugar da Terra a elevação do Sol muda duas vezes por ano em 23.5 graus, portanto não haveria motivos para William Wales questionar algo que é fato observável e mensurável.

Fontes:

Manuscrito original da segunda viagem de James Cook

https://www.nla.gov.au/sites/default/files/blogs/m_722_captain_james_cook.pdf

Linha do tempo da segunda viagem de James Cook

Pico Gaspard (3867m) visto a partir do Pico de Finestrelles (2820m) nos Pirineus

Fotografia de Marc Bret, Beyond Horizons (álbum no Flickr )

Alvos:

Pico Gaspard (3867m), no Maciço dos Écrins. Distância: 443 km. 

Pico Grand Ferrand (2758m). Distância de 392 km

Posição do observador:

Pico Finistrelle a cerca de 2820 metros de altitude

Inserindo os dados na calculadora:

O pico Gaspard mede 3867 m de altura

A ocultação é de 3.816,91 m

50 metros do Pico Gaspard é visível na distância de 443 km.

Atenção: O simulador Metabunk utiliza por padrão um valor de refração standart correspondente a k 0,143 (fator 1,167). São considerados absolutamente normais coeficientes de até k 0,23 (fator 1,298).

Mas somente para uma comparação de resultados, vamos aplicar k 0,17 (ainda dentro do limite standart) (fator 1,204) e neste mesmo caso, teríamos 269,4 metros do Pico Gaspard visíveis. Diante dos resultados das simulações, fica bastante coerente assumir algum valor entre k 0,14 e k 0,17 para a refração no momento da foto. Portanto, uma condição absolutamente normal e predizível.


O Pico Grand Ferrand mede 2.758 m

A ocultação é de 2.360 m

398 metros do Pico Grand Ferrand é visível na distância de 392 km.

1) Pic Gaspard está abaixo e mais distante que o Grand Ferrand na linha de visada, portanto é visto menor na foto.
2) Os pontos A e B são a interseção com as bases de C e D.
No simulador de panorama, que leva em conta a curvatura da Terra

No simulador do WaBis o mesmo resultado.

Proposta: Observação da plataforma Millom West, que dista 30 Milhas Náuticas (55,56 Km / 34,52 milhas) de Cleveleys

Resultado: Falho. A plataforma em questão não se encontra dentro do campo visual e seu formato não condiz com as fotos. O verdadeiro alvo é a subestação de West of Duddon Sands.

Vídeo analisado: https://youtu.be/lrSv-Un77RA

Alvo alegado: Plataforma Millom West
https://www.offshore-technology.com/projects/rivers/

Observador: Cleveleys / 53°53’22.47″N / 3° 2’47.98″O
Altura alegada para o observador: 24 pés / 7,31 metros

Problemas encontrados:

Alvo em desacordo com aquele alegado.

Analisando o alvo, que supostamente seria a plataforma Millom West.
Trata de uma das subestações da Parque eólico do Mar da Irlanda, e não da plataforma Millom West.
Uma vez que não há turbinas eólicas próximas e ao redor da plataforma Millom West, conforme podemos verificar nas foto acima proveniente deste álbum:
 https://www.flickr.com/photos/langleyo/9700776478/in/photostream/
De acordo com o mapa náutico da região, corroborada com a foto do álbum acima, há uma distância considerável entre a estação Millom West e as turbinas eólicas.

Sabendo que não se trata da estação Millom West, uma busca por subestações dentro do campo de visão de Cleveley nos parques eólicos  Barrow e West of Duddon Sands se faz necessária:

Como não há subestação no Parque eólico de Barrow (distante 18,72 km do local de observação):

E temos uma subestação no parque eólico de West of Duddon Sands:

Que dista 27,72 km de Cleveleys: https://webapp.navionics.com/#[email protected]&key=y_bhIbjuR

Que está de acordo com o mapa do projeto: https://westofduddonsands.co.uk/en/Technology/Substation

subestação do parque eólico West of Duddon Sands

Nos vídeos abaixo é possível observar os detalhes da subestação do parque eólico West of Duddon Sands:

Quadro do vídeo: https://youtu.be/W9l6Mw9qZis
Quadro do vídeo: https://youtu.be/PupIqUV9mpE

Comparando a forma do objeto mostrado no vídeo com a imagem da subestação encontrada é possível verificar as semelhanças:

http://ropeaccessteam.com/portfolio/west-of-duddon-sands-offshore-wind-farm/

Comparando o objeto filmado com a Millom West, verifica-se que diferem no formato:

 Plataforma Millom West                                        Subestação de West of Duddon Sands      
       Plataforma Millom West                                         Subestação de West of Duddon Sands       

Análise do real objeto observado: A subestação de West of Duddon Sands

Alvo: Subestação de West of Duddon Sands Wind Farm

Ponto de observação: Cleveleys, altura alegada (mas não comprovada)

Distância: 27,72 Km

O observador informa a altura de 24 pés (7,31 metros) e a altimetria do local indicado informa 7 metros. Levando em conta que a câmera estaria na mesma altura da visão, acrescenta-se mais 1,60 m, o que totaliza 8,9 metros de altura do observador.

http://pt-br.topographic-map.com/places/Reino-Unido-8368999/

Inserindo os valores na calculadora temos 17,69 metros de ocultação:

Dados não fornecidos:

Altimetria comprovada com EXIF ou outro método

Localidade do observador comprovada com EXIF ou GPS

Data e hora

Altura do alvo

Estimativa de altura e obstrução

A altura das turbinas eólicas do parque Walney Extension está entre 188 e 195 metros.

Descontando-se a 17.69 metros de obstrução pela curvatura da Terra, as turbinas da fileira mais próximas são visíveis com 170.31 metros de altura.

Ao fundo a subestação de West of Duddon Sands 

Conclusão: 

This image has an empty alt attribute; its file name is -4ZHa7QCI_X13BcFBQcdAn1imLqZ0-aZk3odOf7Qf3F96_7i_jlXcfMITOvBdmBjNL7azC5EvIzTnFlwmDQcbkI5ZgGXY0xUNYGGo-RxQHPTFse48P04PJLQKwpbxb4ZvdIm8_Y6

A obstrução da subestação é observável e compatível com a distância, tendo sua metade inferior ocultada. O observador estava demasiado concentrado na suposta plataforma petrolífera, mas não notou as turbinas eólicas ocultadas em cena, o que mostra claramente o resultado da obstrução pela curvatura da Terra.

Fontes adicionais:

https://www.whatdotheyknow.com/request/81854/response/206984/attach/3/HRL1.pdf


https://www.4coffshore.com/transmission/substation-walney-phase-2-substation-sid7.html

https://www.greenoptimistic.com/walney-extension-offshore-wind-farm-opens-20180918/#.XMCmzbvPzyQ

https://aehistory.wordpress.com/2012/10/11/2012-walney-wind-farm/walney-wind-farm-2/
http://www.sptoffshore.com/en/track-record1/detail/burlington-resources-millom-west

https://www.visitcleveleys.co.uk/about/offshore-windfarm/about-the-walney-offshore-windfarm/
http://robscholtemuseum.nl/wp-content/uploads/2018/02/Ocean-Resource-Ltd.-SeaNode.pdf

https://www.power-technology.com/projects/walneyoffshorewindfa/

https://orsted.co.uk/-/media/WWW/Docs/Corp/UK/Project-Summaries/Project-Summary_Walney-1-and-2.ashx?la=en&hash=7E54E36F79F80834932DB4775124CC1463BE0A8C&hash=7E54E36F79F80834932DB4775124CC1463BE0A8C

https://orsted.co.uk/-/media/WWW/Docs/Corp/UK/Project-Summaries/Project-Summary_West-of-Duddon-Sands.ashx?la=en&hash=5721712590E5525722CD7042D6167309A25A2FFF&hash=5721712590E5525722CD7042D6167309A25A2FFF

Pesquisa e análise elaborada por:
Razec
Filipe Brandão

Análise dos dados do farol do Cabo Frio fornecidos pela Marinha do Brasil comparando-os com a geometria da Terra esférica.

Localização: Cabo Frio – RJ

Dados da Marinha, página 156 deste documento:

http://www.borestenautica.com.br/arquivos/Lista_Farol.pdf

Valores em milhas náuticas
Na página 12 do documento temos a definição de Altitude na Quinta coluna da tabela e de Alcance na Sexta coluna da tabela
Inciso 3.4 da página 20. Descreve Altura e Altitude
Trecho deste documento:
https://www.marinha.mil.br/camr/?q=cabo_frio
Descrevendo a altura de 155 metros.

Para calcular a geometria utilizaremos o menor valor:

Altitude de 140 metros

De acordo com a página 12, a altura do observador é de 5 metros.
Na página 24 do documento temos a tabela de alcance geométrico, onde:
Observador na altura 5 metros (altura dos olhos)
Elevação do farol do Cabo Frio de 140 metros
Alcance geográfico de 27,1 Milhas náuticas
Utilizando a calculadora abaixo:
https://www.cactus2000.de/uk/unit/masshor.shtml
A visada de um observador na altura de 5 metros é de 50 km

abaixo:

Chegamos no mesmo resultado:

De acordo com a calculadora:
https://www.metabunk.org/curve/
Dos 140 metros do Farol apenas 138,5 metros estão abaixo do horizonte,
sendo visíveis 1,44 metros do farol na distância de 50 km
com o observador na altura de 5 m metros.
De acordo com a calculadora:
http://members.home.nl/7seas/radcalc.htm
A visada de Um observador na altura de 5 metros é de 50 km

Conclusão: O documento da Marinha do Brasil informa corretamente a visada do farol de acordo com a geometria da curvatura da Terra, sem levar em conta a refração atmosférica.

Sobre o alcance luminoso

A descrição de alcance luminoso segundo os documento da Marinha na página 21:

Assim como canhões de luz na cidade podem se vistos de grandes distâncias por conta do seu alcance luminoso, os faróis também possuem um alcance luminoso, mesmo não sendo possível ver o farol ou o local do canhão, sua luz será visível além da sua localização física.

Mais detalhes em: https://www.if.ufrgs.br/novocref/?contact-pergunta=alcance-do-farol-de-cabo-frio-refuta-o-globo-sera-mesmo

https://www.marinha.mil.br/camr/sites/www.marinha.mil.br.camr/files/MANUAL-SN-Vol-1-Aprovado-CT-DHN.pdf

Uma entrevista de Buzz Aldrin se transformou rapidamente em um daqueles casos de texto fora de contexto.

vamos analisar o que foi dito na entrevista:

Aos 7:10 minutos a menina pergunta:
— Why has nobody been to the Moon in such a long time?

Tradução: Por que ninguém mais foi à Lua depois de tanto tempo?

Resposta de Buzz Aldrin:

— That’s not an eight year old’s question. That’s my question. I want
to know, but I think I know. Because we didn’t go there [since 1972] and
that’s the way it happened. And if it didn’t happen it’s nice to know why it
didn’t happen so, in the future, if we want to keep doing something, we need
to know why something stopped in the past we wanted to keep going: money!
It’s a good thing. If you want to buy new things, new rockets, instead of
keep doing the same thing over, then it’s going to cost more money. And
other things need more money too; so, having achieved what the president
wanted us to do, and then what thousands, millions of people in America,
and millions of people around the world — you know, when we toured around
the world after we came back, the most fascinating observation (as we [made
a hand gesture of going places]) was signs that said “we did it”, not just us,
not just America, but we, the world! Different countries! They felt like they
were part of what we were able to do, and that made us feel very good.

Tradução:

Essa não é uma pergunta de alguém com oito anos. Essa pergunta eu também faço. Gostaria de saber a resposta, mas acho que posso responder.

Porque nós não voltamos mais, foi isso que aconteceu. E se não voltamos mais, é bom saber por que não voltamos, para que no futuro, se quisermos continuar fazendo algo, precisamos saber por que algo parou de acontecer no passado, pois queríamos continuar; e a resposta é: Dinheiro!
É uma coisa boa. Se você quer comprar coisas novas, novos foguetes, em vez de continuar fazendo a mesma coisa, então vai custar mais dinheiro.

E muitas outras coisas precisam de mais dinheiro também; então, depois de conseguir o que o presidente queria que fizéssemos, e o que milhares, milhões de pessoas na América, e milhões de pessoas ao redor do mundo.

— sabe, quando viajamos ao redor do mundo após ter voltado, o mais fascinante (enquanto nós [fez um gesto com a mão
indicando visitar lugares]
) foi ver os cartazes que diziam “nós conseguimos”, não apenas nós (os astronautas), não apenas a América, mas nós, o mundo! Diferentes países! Eles sentiam-se parte do que fomos capazes de fazer, e isso nos fez sentir muito bem.

Conclusão:

O contexto da fala de Buzz Aldrin não nega a a ida à Lua, muito pelo contrário.
Ele responde que também não sabe exatamente por que não houve viagens tripuladas à Lua, mas diz que basicamente o questão envolve dinheiro.

Explica também que existiram outras prioridades, de forma que, após os EUA e o mundo terem alcançado o objetivo de conquistar a Lua e lá e voltar lá por mais cinco vezes, esse tipo de missão foi suspensa, a resposta é simples, basta saber o contexto em que foi apresentada.

Em 2007, Neil deGrasse Tyson participou de um evento realizado pelo 92nd Street Y.

Durante este evento, ele fez algumas observações utilizando uma analogia para exemplificar o formato da Terra.

O uso dessa analogia exagerando a comparação entre o formato oblata da Terra com o formato de uma pera causou alguns mal entendidos, já que a descrição que Tyson fez não é consistente com as fotos da Terra tomadas a partir do espaço.

Antes de entrar em detalhes sobre a analogia em si, vejamos o que ele diz no final da entrevista, aos 3 minutos e 40 segundos:

…we have real surface features but cosmically speaking we’re practically a perfect sphere.

… temos características reais de superfície, mas “cosmicamente” falando, somos praticamente uma esfera perfeita.

Ao ser perguntado pelo apresentador sobre a forma da Terra, Tyson responde que a distância do centro até a superfície perto do equador é maior do que perto dos pólos. A razão é que a Terra gira, puxando a superfície perto do equador para o exterior, tornando a Terra um elipsoide, ou o esferoide oblato.

A diferença é pequena, apenas 21 km em comparação com o raio da Terra.

Mas em algumas partes do sul da Terra, a distância até o centro é maior do que nas partes setentrionais. Com efeito, a Terra é levemente “rechonchuda” no sul.

Tyson usou a analogia “em forma de pera” para explicar o fato de que o geoide é o modelo que descreve a figura da Terra com mais precisão em termos gravitacionais do que o modelo esférico ou elipsoide.

O geoide é o modelo da superfície equipotencial e que, em média, coincide com o valor médio do nível médio das águas do mar, sendo utilizado para as medições de altitudes (altimetria).

Quanto é a diferença entre o elipsoide e o modelo geoide?

Não mais de 100 metros, ou apenas cerca de 0,0016% do raio da Terra.

Portanto, a analogia utilizado por Tyson foi apenas um exagero didático para demonstrar que existem diferenças que, embora mínimas, são mensuráveis; porém, visto do espaço ou como ele disse, usando o termo “cosmicamente” falando, a Terra é praticamente uma esfera perfeita.

Num vídeo elaborado pelo músico DJ Sadhu, ele questiona o modelo heliocêntrico do nosso sistema solar e aponta uma alternativa, o modelo “heliocêntrico”, em que o Sol se desloca pela galáxia enquanto é seguido pelos planetas em uma espécie de “hélice”. Preocupado com a repercussão que o vídeo ganhou na internet, o astrônomo Phil Plait decidiu desbancar a teoria apresentada por Sadhu.

É um vídeo bonito, com música cativante e gráficos bem feitos. Contudo, tem um problema: está errado. E não apenas de modo superficial; está profundamente errado, baseado em uma premissa muito errada”, escreve Phil Plait em seu blog. “Por quê? A base da afirmação é a de que os planetas não estão orbitando o sol de forma heliocêntrica, mas sim em um vórtex ao longo da galáxia”.

De acordo com Plait, simplesmente dizer que o sistema heliocêntrico está errado é quase tão absurdo quanto afirmar que a atmosfera não existe. Embora não esteja livre de falhas, diz, o sistema faz mais sentido do que seu antecessor, o geocêntrico (no qual o Sol e os demais planetas orbitariam em torno da Terra).

No vídeo, Sadhu mostra os planetas se movendo como se estivessem em um vórtex; Plait faz uma ressalva, dizendo que o correto seria dizer “hélice”. “São movimentos físicos com propriedades diferentes – você pode ter movimento em hélice sem que as partículas contidas no sistema interajam, como no sistema solar, mas em um vórtex as partículas interagem por meio de impulso e fricção”. Em um segundo vídeo, o próprio Sadhu passa a falar em hélice no lugar de vórtex.

No novo modelo proposto, o Sol “lideraria” os planetas, estando sempre à frente de todos, o que contraria incontáveis observações. “Às vezes, os planetas estão realmente à frente do Sol enquanto orbitamos na Via Láctea, e às vezes eles estão atrás dele (dependendo de onde estão em suas órbitas ao redor do Sol)”, explica Plait. “Isso é claramente verdadeiro para qualquer um que observe os planetas no céu; eles podem ser normalmente vistos na parte do céu à frente da Terra e do Sol em direção à nossa órbita pela galáxia”.

Embora possa parecer estranho à primeira vista, o deslocamento do Sol de fato ocorre – mas de uma maneira diferente da que é representada no vídeo. Enquanto orbita pela Via Láctea, o sol é “puxado para baixo” pelo plano central da galáxia e, depois, “puxado para cima”, devido a atração gravitacional. Contudo, esse tipo de movimentação não ocorre no eixo horizontal em relação ao centro da galáxia (Plait compara a ideia a um carrossel em que os brinquedos não apenas se movem ao redor do centro e de cima para baixo, mas da esquerda para a direita).

Sadhu conta que criou o vídeo com base em ideias do pesquisador Pallathadka Keshava Bhat expostas no artigo “Helical Helix: Solar System a Dynamic Process (sic)” (“Hélice Helicoidal: Sistema Solar um Processo Dinâmico”).

Depois de ler o artigo, Plait conta que encontrou diversas falhas, a começar pela ideia de que os planetas “seguem” o Sol em um movimento helicoidal: “Se isso fosse verdade, nós nunca veríamos os planetas superiores (aqueles que estão mais distantes do sol do que nós: Marte, Júpiter e outros) indo para o lado distante do Sol. E nós vemos”.
“Além disso”, continua Plait, “nós temos diversas sondas espaciais que visitaram outros planetas, e muitas delas ainda estão em órbita. Se o heliocentrismo estivesse errado, como Bhat descreve, então as sondas jamais teriam chegado a esses planetas. Os cálculos usados para enviá-las estariam errados”.

Em suma, Plait coloca em xeque diversas ideias propostas por Bhat (e, portanto, por Sadhu), concluindo que a visão do pesquisador “parece legal, ou atraente (…). Mas ‘como as coisas deveriam ser’ e ‘como elas são’ nem sempre correspondem”

O Sistema Solar não é um vórtice, mas sim a soma de todos os nossos grandes movimentos cósmicos. Graças à incrível ciência da astronomia e da astrofísica, compreendemos finalmente, com enorme precisão, exatamente como funciona.

Veja também a resposta no CREF:

Créditos:
https://hypescience.com/nosso-modelo-heliocentrico-do-sistema-solar-esta-errado/

Texto de  Philip Cary Plait:
https://slate.com/technology/2013/03/vortex-motion-viral-video-showing-suns-motion-through-galaxy-is-wrong.html

Texto de Rhys Taylor
https://astrorhysy.blogspot.com/2013/12/and-yet-it-moves-but-not-like-that.html

Outras fontes:
https://www.forbes.com/sites/startswithabang/2018/08/30/our-motion-through-space-isnt-a-vortex-but-something-far-more-interesting/#d2509997ec2b

https://www.theproblemsite.com/vortex/helical-solar-system

https://www.theproblemsite.com/vortex/madness

Site do DjSadhu:
https://www.djsadhu.com/the-helical-model-vortex-solar-system-animation/

Alguns são paralelos, alguns são ligeiramente divergentes, alguns são ligeiramente convergentes. Na prática são “aproximadamente paralelos”.

Analisando cada caso mais de perto:

A distância solar é 107,9 vezes o diâmetro solar, e o diâmetro solar é 109,2 vezes o diâmetro da Terra.

Para representar a Terra em um desenho com 10 pixels de altura, o Sol teria 1092 pixels de altura numa distância de 117.827 pixels. Portanto, esta representação em escala é praticamente inviável.

Para se ter uma ideia, podemos verificar neste site uma representação em escala:

E se a Lua fosse somente 1 pixel?

Mas é possível representar um desenho que mostra a ideia geral, mas não em escala.

A luz solar converge e diverge na Terra, mas na maioria das vezes aparece paralela

Figura 1) A luz de um ponto no Sol é divergente, mas sobre uma pequena área parece paralela devido à grande distância:
Figura 2) A luz que parte das extremidades do Sol convergem para a Terra:
Figura 3) E alguns dos raios solares são paralelos, ou quase:
Figura 4) Independentemente do ângulo que a luz parte o Sol, os ângulos que ela atinge a Terra são limitados pela distância:

Ao observar atentamente as sombras:

Notamos com facilidade:

  1. As sombras, embora não sejam perfeitas, aparentam paralelas uma à outra. Uma fonte de luz mais próxima produziria sombras que divergem uma da outra em um ângulo mais pronunciado:
  2. De fato, as sombras causadas pelo Sol são tão próximas do paralelo que não podemos medir a diferença com precisão suficiente para estimar a distância do Sol usando somente esse método.
  3. Ao mesmo tempo, as bordas das sombras divergem muito claramente (e ficam embaçadas). Isso ocorre porque o Sol aparece ~ 0,5 ° no céu. Como na figura 2, a luz oriunda das extremidades do Sol claramente NÃO é paralela uma à outra.

Isso faz sentido agora?

Toda essa complexidade não deve ser resumida apenas em:

“A luz do sol é paralela”.

Qualquer um pode medir o tamanho angular do Sol, mas, de qualquer parte do Sol, a luz que atinge a Terra pode ser considerada paralela, devido a distância envolvida.

A convergência é igual ao tamanho aparente do Sol:  cerca de 0,53 graus.

E como sabemos a distância entre a Terra e o Sol?

Através do método direto de mensuração por astronomia de radar:

http://sphaericaest.blogspot.com/2018/09/astronomia-de-radar.html

Métodos indiretos corroborados pelo método acima citado:

http://sphaericaest.blogspot.com/2018/06/distancia-do-sol.html

Adaptação do texto do Prof. Fernando Lang publicado no CREF.

A termosfera é uma região próxima do nosso planeta, que começa a cerca de 85 km de altitude e se estende até cerca de 600 km. É portanto dentro da termosfera que orbita a Estação Espacial Internacional pois sua órbita se encontra a cerca de 340 km de altitude. A densidade da termosfera é no máximo (nas partes inferiores da mesma) cerca de 100 mil vezes menor do que a densidade da atmosfera na superfície do planeta.  Portanto a termosfera é uma região onde existe um gás em baixíssima pressão, é (quase) vácuo.

Vamos então imaginar que um pedaço de alumínio de 1 cm3 esteja imerso neste gás rarefeito, embora na temperatura de 2000°C.  Imaginemos que inicialmente este pequeno pedaço de metal se encontre a cerca de 20°C. Suponhamos também que este pequeno pedaço de metal pudesse absorver toda a energia disponível em um volume de gás de 1 L, esfriando então o gás, portanto em um volume de gás mil vezes maior do que o volume de alumínio (Esta suposição já é por si só quase impossível de ser concretizada pois as trocas de energia (calor) entre o pedaço de alumínio  e o seu entorno é um efeito de superfície do metal e qualquer gás é péssimo condutor térmico).  Então é fácil demonstrar que a temperatura do pedaço de metal subiria por cerca de 3°C caso ele não perdesse energia por radiação térmica. Nas partes mais altas da termosfera, onde a densidade é ainda menor (um milhão de vezes menor do que a densidade que usamos no cálculo anterior), a temperatura do pedaço de metal aumentaria por 3 milionésimos de grau célsius!

Ou seja, dado que a termosfera é praticamente vácuo, apesar da alta temperatura, não há energia térmica disponível para aquecer qualquer pedaço de matéria sólida que por ali esteja. Assim sendo não dá para fazer churrasco colocando o espeto com carne para fora da Estação Espacial Internacional e talvez isto explique porque gaúchos ainda não foram até lá. 😎

Os escudos térmicos das naves são necessários por outra razão, quando a nave em altíssima velocidade entra em contato com atmosfera das camadas mais baixas e densas, ela perde energia mecânica para o gás atmosférico aquecendo-o por compressão adiabática e aquecendo a própria nave.

Perguntas:

Uma vez que o coeficiente de convecção do ar é baixo e o gás é rarefeito, a transferência de energia térmica para qualquer matéria sólida nessa altitude seria prioritariamente por radiação térmica? Gostaria que o senhor comentasse sobre a dinâmica deste fenômeno, quantidade de energia térmica recebida e trocada com o meio.

Resposta:

Superfícies metálicas polidas são péssimas emissoras e absorventes de radiação térmica conforme pode-se observar em tabelas de emissividade. Portanto é fácil de quase impedir as trocas por radiação térmica, bastando para tal que a superfície do objeto seja metálica e polida.

Por qual motivo as naves espaciais aquecem-se durante a reentrada na atmosfera?

Resposta:

Quando a nave, em alta velocidade, encontra a atmosfera mais densa existe aquecimento que supera em muito a temperatura da atmosfera.
Vide a postagem:
Aquecimento de objetos pelo “atrito” com a atmosfera.

Adendo:

Como é medida a temperatura da termosfera?

A termosfera é diferente da atmosfera mais baixa, porque diferentes tipos de matéria têm temperaturas diferentes. Especificamente, moléculas e átomos com carga eletrônica neutra têm o que chamamos de temperatura “neutra” e elétrons (com carga negativa) têm o que chamamos de temperatura do elétron.

A temperatura neutra pode ser medida indiretamente pelo arrasto atmosférico em satélites ou foguetes. A quantidade de arrasto depende da densidade. Quando a densidade e a composição são conhecidas, a temperatura pode ser calculada.

A temperatura do elétron pode ser medida usando um “Incoherent Scatter Radar”. Um radar envia um poderoso feixe de rádio de uma única frequência conhecida para a termosfera que ricocheteia nos elétrons. Como os elétrons estão em movimento, o feixe do radar será alterado pelo doppler, dependendo se os elétrons estão se movendo na direção ou fora do radar. A radiação refletida no prato do radar mostrará uma gama de frequências. A partir das características da faixa de frequências (por exemplo, quão ampla é a faixa de frequências), podemos derivar uma temperatura dos elétrons.

Auroral ionospheric and thermospheric measurements using the incoherent scatter technique

Fontes:

https://www.quora.com/How-is-the-temperature-of-the-thermosphere-measured

Na verdade o vácuo do espaço não exerce nenhuma força sobre a atmosfera. Não aspira o ar. Associamos o termo “sucção” aos “aspiradores”, mas é impróprio. Não é isso que os aspiradores fazem.

Considere um exemplo em que extraímos todo o ar de um recipiente e criamos um vácuo dentro dele. Digamos que estamos na Terra, ao nível do mar, e abrimos um buraco neste recipiente. O que vai acontecer?

O ar entra no recipiente e o preenche.

Foi o vácuo que aspirou o ar para dentro da caixa?

Não.

O que realmente ocorre é que a pressão do ar ao redor do recipiente está forçando o ar para o espaço sem pressão dentro do recipiente. O ar que preenche o recipiente está sendo empurrado pela pressão do ar externo para dentro do espaço vazio do recipiente.

Os aspiradores nunca “sugam” o ar. O que eles fazem é criar um espaço vazio, como a pressão externa é mais alta, o ar é empurrado e não aspirado pelo vácuo, qualquer fluxo ocorre devido à diferença de pressão entre a fonte(a atmosfera) e o alvo (o recipiente evacuado).

A pressão do ar não é uniforme em toda a atmosfera. Quanto menor a altitude, maior a pressão do ar; quanto maior a altitude, a pressão do ar diminui. De fato, nos limites superiores da atmosfera, a pressão do ar reduz-se a basicamente zero.

E como não há pressão lá em cima, não há força aspirando o ar para o espaço vazio.

Se abrirmos o mesmo recipiente evacuado na camada superior da atmosfera, onde a pressão é quase zero, nenhum fluxo acontecerá, porque o fluxo ocorre devido à diferença de pressão.
Por esse motivo, o vácuo no espaço não tem um efeito perceptível no ar da atmosfera terrestre.

A concepção de que o vácuo é capaz de sugar coisas foi superada no século XVII com o célebre trabalho do Toricelli e as bombas aspirantes. Em uma bomba aspirante, por mais que se produza vácuo (se reduza a pressão no seu interior) a coluna de água não se eleva por mais de 10 m. Vide E se o experimento de Torricelli para medir a pressão atmosférica fosse feito com água ao invés de mercúrio?

Da mesma forma uma coluna de ar atmosférico não pode se elevar indefinidamente mesmo que no seu topo exista vácuo. Se a densidade do ar não se alterasse ao longo da coluna, ela teria apenas 8,5 km da altura. Com a redução da densidade do ar ao longo da coluna, ela se estende por muitas dezenas de quilômetros enquanto a sua densidade diminui, tendendo a zero.

Fontes:

Mais um argumento patrocinado pelo Domo da Ignorância que cobre a mitológica Terra Plana

Perda da atmosfera: por que o ar não escapa do planeta?

Estarem em meridianos diametralmente opostos significa dizer que a distância entre eles forma um arco de 180°. Nessas condições, desconsiderando os efeitos da refração atmosférica e também a topografia local, um observador veria o Sol nascendo no horizonte ao passo que o outro veria o mesmo Sol se pondo.

No entanto, se tomarmos uma cidade aleatória no Brasil e uma cidade aleatória no Japão, dificilmente elas estarão em meridianos diametralmente opostos, afinal tanto o Brasil quanto o Japão possuem extensões longitudinais consideráveis em seus respectivos territórios. No caso do Brasil, são cerca de 4.300 km que formam um arco de aproximadamente 39°, e no caso do Japão, cerca de 1.600 km e um arco aproximado de 14°.

Assim sendo, é muito mais provável que duas cidades aleatórias no Brasil e no Japão NÃO estejam em meridianos diametralmente opostos, ou seja, a distância no globo terrestre, entre os meridianos que contém cada uma das cidades, formará um arco diferente de 180°.

Mas diferente como? Mais de 180° ou menos de 180°?

Teremos ambos os casos. Em um dos sentido teremos mais de 180° e no outro sentido teremos mais de 180°. Sempre existirá um caminho mais longo e um caminho mais curto, e a soma dos ângulos dos respectivos arcos será sempre 360°.

Se em um dos sentidos tivermos um arco com ângulo de 190°, por exemplo, no outro sentido teremos obrigatoriamente 170° (360° – 190° = 170°). Esta regra vale tanto para medidas entre meridianos quanto para medidas dentro de uma mesma ortodrômica.

Vamos usar um caso concreto. Recentemente foi publicado em um canal terraplanista no Youtube, imagens simultâneas do Sol na cidade de Osaka, no Japão, e na cidade de Anápolis, no estado de Goiás, fato que os terraplanistas julgam impossível numa Terra esférica.

Seguem as informações:

Osaka, Japão
Horário: 06:03
Dia: 14/09/2019
Latitude:
Longitude: 135°30’23” Oeste

Anápolis, GO, Brasil
Horário: 18:03
Dia: 13/09/2019
Latitude:
Longitude: 48°57’10” Leste

Para esta análise só nos interessarão as longitudes de ambas as cidades, que convertidas para o sistema decimal, resultam nos seguintes valores aproximados:

Osaka: 135,5° Oeste
Anápolis: 49° Leste

Isso significa que Osaka está num meridiano localizado a 135,5° a oeste do meridiano de Greenwich (longitude 0°); e Anápolis num meridiano localizado a 48,0° a leste do mesmo meridiano de Greenwich.

A distância entre ambos se calcula da seguinte forma:

135,5° + 49° = 184,5°

Note que este valor é maior que 180°, correpondendo, portanto, ao caminho mais longo. O caminho mais curto se obtém subtraindo este ângulo dos 360° de uma circunferência completa.

360° – 184,5° = 175,5°

Assim sendo, a menor distância entre meridianos que cortam essas duas cidades é de 175,5°, sendo plenamente possível o avistamento simultâneo do Sol acima do horizonte, mesmo sem considerar os efeitos da refração atmosférica, que atua causando uma pequena elevação na imagem dos astros.

A ilustração abaixo deixa isso bem claro. Veja que tanto Osaka quanto Anápolis são iluminados pelo Sol, e seus respectivos observadores conseguem avistá-lo por completo acima do horizonte.

Em Osaka o Sol é visto a leste, minutos depois de nascer. Em Anápolis o Sol é visto a oeste, minutos antes de se por.

A animação abaixo apresenta a parte do globo iluminada pelo Sol, onde é dia, e também a parte oculta, que não é iluminada pelo Sol, onde é noite. O terminador é indicado pelo plano de corte e ao lado deste existem 3 faixas que correspondem aos crepúsculos civil, náutico e astronômico, momento antes do nascer ou logo após o pôr do Sol, em que determinada região não recebe a incidência solar em sua superfície, porém sua atmosfera se encontra parcialmente iluminada pelo mesmo Sol.

Tanto a cidade de Anápolis quanto a cidade de Osaka se encontram sobre face iluminada pelo Sol, como visto anteriormente.

O laser atinge a Lua por disparos de pulsos ultra curtos, são picos de luz com apenas 100 picossegundos de duração. Mede-se o tempo que leva para que o pulso de luz viaje até a Lua e volte.
Isso pode levar de 2,34 a 2,71 segundos, dependendo da distância da Lua em um determinado momento. (a distância da Lua varia de 351.000 km a 406.000 km).

O movimento da Terra e da Lua não faz diferença nas medidas e não interfere no teste, uma vez que a velocidade de rotação da Terra é de UMA volta por dia, ou 15 graus por hora, e a velocidade orbital da Lua é de 0,5 graus por hora.

Em 2 segundos a Terra e a Lua se moveram 0,004 graus, como o laser diverge, temos uma extensão de 15 km de área para o feixe retornar.

Sabendo a posição dos refletores basta apontar para a região onde qualquer um deles se encontra.

Localização dos retro-refletores
Há um total de cinco refletores na Lua, três dos quais foram deixados pelas missões 11, 14 e 15 da APOLLO, e dois foram deixados pelas missões russas LUNA 17 e 21. Eles definem pontos de referência muito específicos na superfície lunar. No entanto, apenas um refletor por vez é utilizado quando fazem as medições.

Ao disparar pulsos de laser para aquela posição da Lua onde está o retro refletor, os feixes disparados retornam na mesma direção independentemente do ângulo em que são atingidos.

1) Os pulsos de saída começam com 3,5 metros de diâmetro, 2 cm de espessura
2) A atmosfera faz com que o feixe divirja por um segundo de arco ou mais
3) Na Lua, são 1,8 km, portanto, o feixe na Lua tem cerca de 2 km de diâmetro
4) Apenas cerca de 1 em 30 milhões de fótons neste feixe de 2 km atingem o refletor lunar
5) Cada pulso de laser enviado contém 300 quadrilhões de fótons
6) O feixe de retorno se expande devido à difração do 
refletor cúbico de canto
7) A divergência do feixe de repetição é de cerca de 8 segundos de arco
8) A largura do feixe de retorno na Terra tem cerca de 15 km de diâmetro
9) Cerca de 1 em 30 milhões dos fótons que retornam atingem um espelho de 3,5 m
10) O 
Apache lança 20 pulsos por segundo
11) O tempo do trajeto de ida e volta é de cerca de 2,34 a 2,71 segundos
12) Existem cerca de 50 pulsos em rota em qualquer momento do teste.

Fontes:

https://tmurphy.physics.ucsd.edu/apollo/basics.html

https://physicsworld.com/a/how-high-the-moon/

https://www.lpi.usra.edu/lunar/missions/apollo/apollo_11/experiments/lrr/

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